O que é um PEIDO para quem está todo cagado?

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O que é um PEIDO para quem está todo cagado?

Mensagem por Urubu_USA em Seg 17 Nov 2008 - 14:44



A expressão do título é conhecida de todos, mas o texto que a originou é menos.
É uma obra de Luis Fernando Veríssimo sobre a obra veríssima que ele fez numa viagem para Miami.

Aeroporto Santos Dumont,
15:30.

Senti um pequeno mal-estar causado por uma cólica intestinal, mas nada que uma
urinada ou uma barrigada não aliviasse.
Mas, atrasado para chegar ao ônibus que me levaria para o Galeão, de onde partiria o vôo para Miami,
resolvi segurar as pontas.

Afinal de contas são só uns 15 minutos de busão.

'Chegando lá, tenho tempo de sobra para dar aquela mijadinha
esperta, tranqüilo, o avião só sairía às 16:30'.

Entrando no ônibus, sem
sanitários. Senti a primeira contração e tomei consciência de
que minha gravidez fecal chegara ao nono mês e que faria um parto de
cócoras assim que entrasse no banheiro do aeroporto.

Virei para o meu amigo que me acompanhava e, sutil falei:

'Cara, mal posso esperar para
chegar na merda do aeroporto porque preciso largar um barro.'

'Nesse momento, senti um urubu beliscando minha cueca, mas botei a
força de vontade para trabalhar e segurei a onda.'

O ônibus nem tinha começado a andar quando, para meu desespero, uma
voz disse pelo alto falante: 'Senhoras e senhores, nossa viagem entre
os dois aeroportos levará em torno de 1hora, devido a obras
na pista.'

Aí o urubu ficou maluco querendo sair a qualquer custo. Fiz um
esforço hercúleo para segurar o trem merda que estava para chegar na
estação anus a qualquer momento.

Suava em bicas. Meu amigo percebeu e, como bom amigo que era,
aproveitou para tirar um sarro.

O alívio provisório veio em forma de bolhas estomacais,
indicando que pelo menos por enquanto as coisas tinham se acomodado.

Tentava me distrair vendo TV, mas só conseguia pensar em um banheiro,
não com uma privada, mas com um vaso sanitário tão branco e tão limpo
que alguém poderia botar seu almoço nele. E o papel higiênico
então: branco e macio, com textura e perfume e, ops, senti um volume
almofadado entre meu traseiro e o assento do ônibus e percebi,
consternado, que havia cagado.

Um cocô sólido e comprido daqueles que dão orgulho de pai ao seu
autor.

Daqueles que dá vontade de ligar pros amigos e parentes e
convidá-los a apreciar na privada.

Tão perfeita obra, dava pra expor em uma bienal.

Mas sem dúvida, a situação tava tensa. Olhei para o meu amigo,
procurando um pouco de piedade, e confessei sério:

'Cara, caguei!'

Quando meu amigo parou de rir,uns cinco minutos depois,
aconselhou-me a relaxar, pois agora estava tudo sob controle.

'Que se dane, me limpo no aeroporto', pensei.

'Pior que isso não fico'.

Mal o ônibus entrou em movimento, a cólica recomeçou
forte. Arregalei os olhos, segurei-me na cadeira mas não pude
evitar,e sem muita cerimônia ou
anunciação, veio a segunda leva de merda.

Desta vez, como uma pasta morna.
Foi merda para tudo que é lado,borrando, esquentando e melando a
bunda, cueca, barra da camisa,pernas, panturrilha, calças,
meias e pés.

E mais uma cólica anunciando mais merda, agora líqüida, das que
queimam o fiofó do freguês ao sair rumo a liberdade.
E depois um peido tipo bufa, que eu nem tentei segurar. Afinal de
contas, o que era um peidinho para quem já estava todo cagado...

Já o peido seguinte, foi do tipo que pesa. E me caguei pela quarta
vez. Lembrei de um amigo que certa vez estava com tanta caganeira que
resolveu botar modess na cueca, mas colocou as linhas adesivas
viradas para cima e quando foi tirá-lo levou metade dos pêlos do rabo junto.

Mas era tarde demais para tal artifício absorvente.
Tinha menstruado tanta merda que nem uma bomba de cisterna poderia me
ajudar a limpar a sujeirada.

Finalmente cheguei ao aeroporto e saindo apressado com passos
curtinhos, supliquei ao meu amigo que apanhasse minha mala no
bagageiro do ônibus e a levasse ao sanitário do aeroporto para que eu
pudesse trocar de roupas.

Corri ao banheiro e entrando de boxe em boxe, constatei falta de
papel higiênico em todos os cinco.

Olhei para cima e blasfemei: 'Agora chega, né?'

Entrei no último, sem papel
mesmo, e tirei a roupa toda para
analisar
minha situação (que concluí como
sendo o fundo do poço) e esperar
pela
minha salvação, com roupas
limpinhas e cheirosinhas e com ela uma
lufada de dignidade no meu
dia.

Meu amigo entrou no banheiro com
pressa, tinha feito o
'check-in' e ia correndo tentar
segurar o vôo.
Jogou por cima do boxe o cartão
de embarque e uma maleta de mão e
saiu antes de qualquer protesto
de minha parte. 'Ele tinha despachado
a mala com roupas'.
Na mala de mão só tinha um
pulôver de gola 'V'.

A temperatura em Miami era de
aproximadamente 35 graus.

Desesperado comecei a analisar
quais de minhas roupas seriam, de
algum modo, aproveitáveis.
Minha cueca, joguei no lixo. A
camisa era história.
As calças estavam deploráveis e
assim como
minhas meias mudaram
de cor tingidas pela merda. Meus sapatos
estavam nota 3,
numa escala de 1a 10.
Teria que improvisar.
A invenção é mãe
da necessidade, então transformei uma simples
privada em uma
magnífica máquina de lavar.
Virei a calça do lado avesso,
segurei-a pela barra, e mergulhei a
parte atingida na água. Comecei a
dar descarga até que o grosso da
merda se desprendeu. Estava
pronto para embarcar.

Saí do banheiro e atravessei o
aeroporto em direção ao
portão de embarque trajando
sapatos sem meias, as calças do lado
avesso e molhadas da
cintura ao joelho (não exatamente limpas) e o
pulôver gola 'V', sem
camisa.

Mas caminhava com a dignidade de
um lorde.

Embarquei no avião, onde todos
os passageiros estavam
esperando o 'RAPAZ
QUE ESTAVA NO BANHEIRO' e atravessei todo o
corredor até o
meu assento, ao lado do meu amigo que sorria.

A aeromoça aproximou-se e
perguntou se precisava de algo.

Eu cheguei a pensar em pedir 120
toalhinhas perfumadas para
disfarçar o cheiro de fossa
transbordante e uma gilete para cortar os
pulsos,
mas decidi não pedir:

'Nada, obrigado.'

Eu só queria esquecer este dia
de merda. Um dia de merda...



Me caguei de rir!!!

E pode ser velinha p/ muitos mas continua engracada!!!!

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Re: O que é um PEIDO para quem está todo cagado?

Mensagem por SAMUCA em Seg 17 Nov 2008 - 14:52

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Essa estória serve pra todo e qualquer viceino

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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Re: O que é um PEIDO para quem está todo cagado?

Mensagem por Flalouco em Seg 17 Nov 2008 - 15:05

Urubu_USA escreveu:

A expressão do título é conhecida de todos, mas o texto que a originou é menos.
É uma obra de Luis Fernando Veríssimo sobre a obra veríssima que ele fez numa viagem para Miami.

Aeroporto Santos Dumont,
15:30.

Senti um pequeno mal-estar causado por uma cólica intestinal, mas nada que uma
urinada ou uma barrigada não aliviasse.
Mas, atrasado para chegar ao ônibus que me levaria para o Galeão, de onde partiria o vôo para Miami,
resolvi segurar as pontas.

Afinal de contas são só uns 15 minutos de busão.

'Chegando lá, tenho tempo de sobra para dar aquela mijadinha
esperta, tranqüilo, o avião só sairía às 16:30'.

Entrando no ônibus, sem
sanitários. Senti a primeira contração e tomei consciência de
que minha gravidez fecal chegara ao nono mês e que faria um parto de
cócoras assim que entrasse no banheiro do aeroporto.

Virei para o meu amigo que me acompanhava e, sutil falei:

'Cara, mal posso esperar para
chegar na merda do aeroporto porque preciso largar um barro.'

'Nesse momento, senti um urubu beliscando minha cueca, mas botei a
força de vontade para trabalhar e segurei a onda.'

O ônibus nem tinha começado a andar quando, para meu desespero, uma
voz disse pelo alto falante: 'Senhoras e senhores, nossa viagem entre
os dois aeroportos levará em torno de 1hora, devido a obras
na pista.'

Aí o urubu ficou maluco querendo sair a qualquer custo. Fiz um
esforço hercúleo para segurar o trem merda que estava para chegar na
estação anus a qualquer momento.

Suava em bicas. Meu amigo percebeu e, como bom amigo que era,
aproveitou para tirar um sarro.

O alívio provisório veio em forma de bolhas estomacais,
indicando que pelo menos por enquanto as coisas tinham se acomodado.

Tentava me distrair vendo TV, mas só conseguia pensar em um banheiro,
não com uma privada, mas com um vaso sanitário tão branco e tão limpo
que alguém poderia botar seu almoço nele. E o papel higiênico
então: branco e macio, com textura e perfume e, ops, senti um volume
almofadado entre meu traseiro e o assento do ônibus e percebi,
consternado, que havia cagado.

Um cocô sólido e comprido daqueles que dão orgulho de pai ao seu
autor.

Daqueles que dá vontade de ligar pros amigos e parentes e
convidá-los a apreciar na privada.

Tão perfeita obra, dava pra expor em uma bienal.

Mas sem dúvida, a situação tava tensa. Olhei para o meu amigo,
procurando um pouco de piedade, e confessei sério:

'Cara, caguei!'

Quando meu amigo parou de rir,uns cinco minutos depois,
aconselhou-me a relaxar, pois agora estava tudo sob controle.

'Que se dane, me limpo no aeroporto', pensei.

'Pior que isso não fico'.

Mal o ônibus entrou em movimento, a cólica recomeçou
forte. Arregalei os olhos, segurei-me na cadeira mas não pude
evitar,e sem muita cerimônia ou
anunciação, veio a segunda leva de merda.

Desta vez, como uma pasta morna.
Foi merda para tudo que é lado,borrando, esquentando e melando a
bunda, cueca, barra da camisa,pernas, panturrilha, calças,
meias e pés.

E mais uma cólica anunciando mais merda, agora líqüida, das que
queimam o fiofó do freguês ao sair rumo a liberdade.
E depois um peido tipo bufa, que eu nem tentei segurar. Afinal de
contas, o que era um peidinho para quem já estava todo cagado...

Já o peido seguinte, foi do tipo que pesa. E me caguei pela quarta
vez. Lembrei de um amigo que certa vez estava com tanta caganeira que
resolveu botar modess na cueca, mas colocou as linhas adesivas
viradas para cima e quando foi tirá-lo levou metade dos pêlos do rabo junto.

Mas era tarde demais para tal artifício absorvente.
Tinha menstruado tanta merda que nem uma bomba de cisterna poderia me
ajudar a limpar a sujeirada.

Finalmente cheguei ao aeroporto e saindo apressado com passos
curtinhos, supliquei ao meu amigo que apanhasse minha mala no
bagageiro do ônibus e a levasse ao sanitário do aeroporto para que eu
pudesse trocar de roupas.

Corri ao banheiro e entrando de boxe em boxe, constatei falta de
papel higiênico em todos os cinco.

Olhei para cima e blasfemei: 'Agora chega, né?'

Entrei no último, sem papel
mesmo, e tirei a roupa toda para
analisar
minha situação (que concluí como
sendo o fundo do poço) e esperar
pela
minha salvação, com roupas
limpinhas e cheirosinhas e com ela uma
lufada de dignidade no meu
dia.

Meu amigo entrou no banheiro com
pressa, tinha feito o
'check-in' e ia correndo tentar
segurar o vôo.
Jogou por cima do boxe o cartão
de embarque e uma maleta de mão e
saiu antes de qualquer protesto
de minha parte. 'Ele tinha despachado
a mala com roupas'.
Na mala de mão só tinha um
pulôver de gola 'V'.

A temperatura em Miami era de
aproximadamente 35 graus.

Desesperado comecei a analisar
quais de minhas roupas seriam, de
algum modo, aproveitáveis.
Minha cueca, joguei no lixo. A
camisa era história.
As calças estavam deploráveis e
assim como
minhas meias mudaram
de cor tingidas pela merda. Meus sapatos
estavam nota 3,
numa escala de 1a 10.
Teria que improvisar.
A invenção é mãe
da necessidade, então transformei uma simples
privada em uma
magnífica máquina de lavar.
Virei a calça do lado avesso,
segurei-a pela barra, e mergulhei a
parte atingida na água. Comecei a
dar descarga até que o grosso da
merda se desprendeu. Estava
pronto para embarcar.

Saí do banheiro e atravessei o
aeroporto em direção ao
portão de embarque trajando
sapatos sem meias, as calças do lado
avesso e molhadas da
cintura ao joelho (não exatamente limpas) e o
pulôver gola 'V', sem
camisa.

Mas caminhava com a dignidade de
um lorde.

Embarquei no avião, onde todos
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QUE ESTAVA NO BANHEIRO' e atravessei todo o
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perguntou se precisava de algo.

Eu cheguei a pensar em pedir 120
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disfarçar o cheiro de fossa
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mas decidi não pedir:

'Nada, obrigado.'

Eu só queria esquecer este dia
de merda. Um dia de merda...



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E pode ser velinha p/ muitos mas continua engracada!!!!

CARA,ESSA FOI DO PERU,QUASE TENHO DIARRÉIA DE RISOS,PODE ATÉ NÃO SER NOVA,MAS QUE É ENGRAÇADA ISSO É.

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Re: O que é um PEIDO para quem está todo cagado?

Mensagem por Oliveira-Fla em Seg 17 Nov 2008 - 16:17

Meu Deus, fiquei até com pena desse pobre coitado. Que merda!

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Re: O que é um PEIDO para quem está todo cagado?

Mensagem por gps_mengo em Seg 17 Nov 2008 - 16:31

Cara, um professor de redação uma vez leu isso na sala de aula, eu tava procurando esse texto ha um tempão... ri muito com ele...

hauhauhauhauhauhauha

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Re: O que é um PEIDO para quem está todo cagado?

Mensagem por Barker em Seg 17 Nov 2008 - 21:14

heuheueuehehauehfaufuahf

q situação!

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Re: O que é um PEIDO para quem está todo cagado?

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